joguem-me às baratas das masmorras.
pé ante pé, como quem pisa em plumas,
adianto-me, discreta, pagar meus tributos
à rainha barata, metamorfoseada
da mais pueril forma de
-MARILHA!-
continente/cálice de fogor,
forma relicária do peso de infinitas vidas
sufocadas em orgasmos e gozos impotentes
[[[de mil rolas brochas]]]
tributando des/prazeres à
puta velha com vulva de borracha.
e que se fodam as vidas!
nossas fendas encharcadas de desejo e vontade
hão de beijar-se. não julgar!
e os afetos que me tiram o sumo,
nas pernas escorrendo,
sigam indigestos, garganta adentro,
nessa boca/língua que limpa
os restos dos sexos de mesmo sexo
de duas baratas sórdidas, jogas às grades,
abusadas/enrabadas, pelo crime
de incitarem a desordem contida e
desacatarem o pudor
com suas bocetas à mostra
na praça da catedral.
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