O eu-louco,
louco enquanto sou, vivo por louco e...
por meio dessa prosaica ejaculação afetiva,
declaro total vidência de
minha outorgada condição marginal
diante das demais formas de
representação de sentidos à
antropofagia de nossa existência
[[[fálica]]]
Declaro, também, total ciência das
protocolares medidas retaliativas
endossadas pela maioria comum
{{{afetados}}}
que tomam matéria quando, covarde,
grita o poder, cobra a moral, cobra a etiqueta;
contrastuo com o refinamento (((dos bestas, da academia, e
dos acadêmicos))) e viram ematomas, sangue exposto,
olho roxo, noite ruim com mijo na cama, quando entram em cena
---os lacaios armados---
armados, portanto amados pelos {{afetados}}
e outros identitários comuns
Evidênciados desafetos me afligem,
mas deles tiro o sumo para minhas armas
contra a estupideza desses
Minha letra curva, pontiaguda, e meio disforme,
como gillette, adaga, punhal, navalha,
ou outra lâmina dramática qualquer,
corte-lhes os resquícios do sossego,
enquanto eu, corpo louco,
esquizo-vivo por ser devir de poeta e drogado,
enveneno-lhes os pulmões,
enquanto alimento de ambrósia a mente narcótica
da minha existência
que por si só,
só por existir, já é capaz de lhes estragar o dia.
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