sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Poesia do assombro e do horror (Poeta Centenário)

temos uma nocturna perambulação
perspassando o tempo, a beleza, a eter-
nidade, flechando o corpo orgânico e
nos desconhecendo agonisticamente,
agonia de corpo sem cara com alguma
coragem,
perigosa mania, magia de esteta da fome
sempre desejando mais, o silêncio que
diferencia, esperencia de mãos
dadas, ah, essa noite, que belo
assombro.
                   (Centenário – ao amigo Jean)
                                   09/09/2010


Oração do corpo
a razão a expurgo com a minha
respiração, com o silêncio abalo
sísmico despedido do idêntico
linguagem do espectro, o corpo
pululante, um movimento de Louva-deus,
não me massem com a razão diabética
anêmica, “verdadeira”,
seria o vir a ser criança, a inocência
do devaneio a experimentação do
incomensurável até o deleite
performático sem razão para a
razão cheia de dentes de carne,
creio no corpo, na força do osso.
na desmedida da carne, provável
poesia de gigante alegre, sedutor.
                                       (Centenário)


Espasmo II
um toque de mão é sempre um salto
ao desconhecido, um afago, não se sabe
o que virá por todos os lados e lábios
um alento deste vestígio corajoso e
totalmente desesperado.
                                         (Centenário)
                                          04/10/2010 




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